quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Algumas formas de economizar na obra

Oi gente! Quanto tempo!
Sumi um pouquinho daqui pq estou de férias e ando fazendo tantas coisas q estavam pendentes q quase não sobra tempo pra vir aqui...
Minha obra continua a todo vapor e acho q semana q vem, se tudo der certo, vamos bater a laje do segundo pavimento... próximo passo é terminar o muro que cerca o terreno e se sobrar dim dim vamos fazer a elétrica, hidráulica e emboçar... mas não sei se vai dar pra fazer isso agora não... a fonte $$$$ tá quase seca... rsrsrs
Aí o jeito vai ser parar a obra, juntar mais dim dim pra recomeçar futuramente.... e dá-lhe paciência... rsrsrs

Mas hj eu vim aqui postar uma matéria muito legal que li no site Casa.com.br sobre algumas formas de economizar na obra...  achei interessante e por isso vim compartilhar com vcs... então, boa leitura!

Beijinhos e fiquem com Deus!
=)

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Por onde começar
Em geral, o terreno é o primeiro personagem na história de quem pensa em construir. E a escolha desse item deve ser cuidadosa, pois as características do lote vão influenciar no valor da obra.

Terrenos planos. "É verdade que eles tendem a gerar construções mais econômicas, pois evitam o custo com terraplanagem e muros de arrimo", fala o engenheiro Marcos Penteado, de São Paulo. Se você, porém, optou por comprar um lote em declive ou aclive, o ideal é que o projeto arquitetônico respeite a topografia do lugar sem grandes movimentações de terra (não estamos falando de pirambeiras, ok?). "Acomode a construção no desnível ou adote pilotis", sugere o arquiteto Guilherme Mattos, de Mogi das Cruzes, SP. Vale lembrar que o preço de um terreno plano pode ser mais alto que o de um lote em desnível. "E aí a economia acaba ficando elas por elas", avisa o engenheiro Sérgio Patrício, de São Paulo.
Medida do lote. "Terrenos grandes em geral têm impostos e gastos de manutenção maiores, além de, eventualmente, induzirem cliente e profissional a partirem para construções maiores", observa Guilherme. "Num lote de 250 m2 cabe um sobrado de 200 m2", diz o arquiteto paulista Marcio Moraes. "Embora seja agradável desfrutar de área livre, ela não necessariamente agrega valor ao imóvel."
Qualidade do solo. Se o lote tem uma linda vista mas é pedregoso ou pouco resistente, fuja dele. "Assim como se for pouco firme exigirá fundações mais complicadas, onerando o valor da obra", diz Marcos Penteado. É difícil, no entanto, checar tais características no "olho". Só mesmo fazendo uma sondagem. "Antes de comprar, verifique esse dado com os vizinhos que já construíram em um raio de 100 m", recomenda Sérgio.
Localização do terreno. Essa é uma questão recorrente para quem pensa num refúgio de praia ou campo ou mesmo numa moradia longe da metrópole. Construir em lugares mais distantes dos grandes centros tende a onerar o custo do frete. Sem contar que a mão-de-obra local pode ter dificuldade para trabalhar com materiais industrializados. "Assim, o projeto deve ser focado nas facilidades que a região oferece", defende o arquiteto José Augusto Conceição, de São Paulo. Ou seja, elabore o projeto considerando usar os materiais disponíveis na região e as técnicas construtivas com as quais os trabalhadores locais estão familiarizados.

Top 10
Itens que mais encarecem a obra:

  1. terreno ruim
  2. fundação e estrutura complicadas
  3. telhado recortado
  4. acabamentos de luxo
  5. esquadrias grandes e sob medida
  6. banheiros e instalação hidráulica
  7. alvenaria
  8. painéis de vidro
  9. elétrica mal planejada
10. área externa: churrasqueira, forno, spa, deck e piscina

Na hora do projeto
O ideal é abrir o jogo com o profissional já no primeiro encontro, expondo a ele qual é seu orçamento e sua real necessidade de economizar. "Parece óbvio, mas há clientes que preferem deixar o arquiteto criar sem amarras de custo e jogam o problema para a frente", comenta Cristiane Gallinaro, arquiteta e professora de projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, cuja dissertação de mestrado demonstra como cortar custos no estudo preliminar da obra. Nesses casos, a bomba estoura quando é feito o orçamento detalhado - em geral pelo engenheiro que vai tocar a obra -, em que os itens são listados com os respectivos preços. Para evitar surpresas, Cristiane recomenda fechar um pacote com o arquiteto englobando uma planilha de gastos (elaborada após o memorial descritivo) e um retorno para eventuais ajustes - antes de o profissional detalhar o projeto. "Nesse ponto é possível trocar um acabamento por outro mais barato sem prejudicar a estética e o conforto do conjunto", exemplifica. Outra recomendação valiosa nessa etapa é ficar atento à clareza do projeto. Se ele especificar a cobertura, as paredes, as tubulações (tudo com medidas precisas), você evita erros e desperdício. Vale ressaltar que os planos para hidráulica, elétrica e estrutura, entre outros, devem ser coordenados pelo arquiteto - ou um interfere no outro. Também considere as vantagens de investir em modularidade, ou seja, tirar partido da medida-padrão dos materiais. Por exemplo: dimensionar as paredes usando múltiplos do tamanho dos blocos evita o desperdício de serrá-los. A máxima vale também para os revestimentos. Que tal usar azulejos que minimizem os cortes na hora da colocação?

Como simplificar a construção
Quem deseja economizar deve evitar recursos como pé-direito duplo (você terá mais obra e menos m2), telhado com várias águas (leva mais telhas e madeira), além de ambientes recortados e com curvas (mais área para cobrir e dar acabamento). Nada de grandes vãos (espaços livres de pilares) ou balanços (laje ou piso que avança, sem colunas por baixo), pois exigem estrutura reforçada. "Em casas de mais de um pavimento, procure colocar parede sobre parede para economizar na estrutura", fala o arquiteto Ricardo Pontes, de São Paulo.

"Consegui comprar um terreno de 380 m2. Disse à arquiteta o que desejava e o valor que tinha para gastar - e com base nisso foi feito o projeto. Inicialmente a casa teria 150 m2, mas decidi ficar com 123 m2 de área útil para economizar. Como o terreno é inclinado, a sugestão foi construir acompanhando o desnível do terreno. Se aterrasse, iria gastar mais. Também pensei em fazer um telhado pouco inclinado, escondido, com telhas leves, para usar menos madeiramento." Sandro Hideki Aoyama


Na dúvida, use o bom senso: "O mais simples e convencional tende a sair mais barato", resume o profissional. Banheiro custa caro. "Em função das instalações e dos acabamentos, esse é o ambiente mais oneroso de uma construção", diz o engenheiro Sérgio Patrício. Limitar o número de cômodos dotados de rede hidráulica é uma medida sensata de economia. Outra forma de poupar é agrupar as chamadas áreas molhadas para encurtar o caminho da tubulação.

Esquadrias padronizadas. Os modelos industrializados costumam ser mais econômicos que os feitos sob medida. Peças menores e mais simples também reduzem essa conta (veja na pág. 117 um artigo sobre o tema).

Água quente. Se o orçamento estiver curto, fuja da tubulação de água quente. "Demanda tubos de cobre ou CPVC, que encarecem o projeto", lembra Marcos. Mas atenção: a economia de energia elétrica que você terá nos anos seguintes, adotando um sistema de aquecimento central, poderá pagar o investimento. Então, examine bem o caso. Pequenos luxos. Avalie com clareza a importância de lareiras e banheiras, assim como churrasqueiras, saunas, decks e piscinas. Os primeiros costumam ser pouco usados e os últimos podem ser planejados e erguidos depois.

Acabamentos a peso de ouro. Responsáveis por até 33% do valor final da construção, eles podem ser fonte de descontrole - quem resiste a tanta variedade? Algumas medidas minimizam o impacto. "Um mesmo fabricante oferece diferentes linhas de revestimentos, com grande variação de preços. Tire partido disso", diz o engenheiro Sérgio Patrício. Para o arquiteto Frederico Zanelato, de São Paulo, que construiu a própria casa de forma econômica, a solução foi a praticidade. "Padronizei os revestimentos e consegui negociar um preço mais em conta", fala. Uma dica é revestir de cerâmica ou outro material impermeável apenas a área do boxe e sobre a bancada da cozinha. "O restante das paredes fica na massa e tinta", completa Ricardo Pontes. Também vale recobrir as paredes com massa grossa (em vez de várias camadas sobre os tijolos), mais rústica. E lembre-se: a idéia não é empobrecer o projeto, mas viabilizá-lo com cortes criteriosos e criatividade. "Cada caso requer uma resposta", diz o arquiteto paulista Marcio Moraes.


"Para fazer minha casa de veraneio, tive que economizar. Troquei a telha portuguesa por fibrocimento e laje pré-moldada. Para tanto, mudei o estilo: saí do convencional, com varandas e telhado, para uma fachada com jardim suspenso, escondendo a cobertura." Afonso Liguori, bioquímico de Camaçari, BA

"Realizado por uma engenheira, meu projeto teve alguns detalhes para diminuir custos: banheiro sobre banheiro e paredes retas. A maior economia foi mesmo no acabamento: metais de qualidade mas de menor preço e piso de primeira apenas na sala. As demais áreas ficaram com cerâmicas mais simples. Sem comprometer a beleza e o conjunto." Sônia Dantas, enfermeira de Campinas, SP

Não corte aqui
• Quem deseja economizar costuma pensar em enxugar a planta. A arquiteta Cristiane Gallinaro aconselha avaliar bem essa solução. "Afinal, um ambiente sem instalações hidráulicas (como sala ou quarto) custa metade do valor do m2 da casa. Ou seja, cortar a área "seca" em 10% gera uma economia de apenas 5%", explica. É claro que quanto mais for suprimido, menos custará a obra. "Mas aí você pode mutilar seu sonho", alerta. Assim, sua sugestão é a construção em etapas. "O profissional elabora um projeto prevendo que a casa vai crescer", fala o arquiteto paulista Guilherme Mattos.
• Cuidado também ao poupar nas instalações elétricas. "É fundamental que o futuro morador conheça suas próprias demandas, onde deseja cada ponto", diz o engenheiro Sérgio Patrício. "Isso evita quebra-quebra depois para passar os fios."
• Uma unanimidade é o cuidado com os materiais inferiores. Muitas vezes geram desperdício e entulho, e, conseqüentemente, mais gastos.
• Outro fator importante: a mão-de-obra. "Em geral, o barato sai caro. Uma parede fora do prumo consome mais massa do que o normal, gerando um custo acima do previsto", diz o arquiteto Ricardo Pontes, de São Paulo.


Fonte: www.casa.abril.com.br/arquitetura/

Um comentário:

  1. Adoreiiiii a matéria!
    Li só hoje, tem dicas bem bacanas!
    Conversando com meu Pedreiro que percebi que os ambientes integrados da minha parte térrea renderá uma estrutura reforçada.. que é exatamente o que fala na matéria... que medo! rsrs!!
    beijao flor!

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